Thiago Fantinha é transferido para Casa de Custódia em Benfica


Delegado confirma participação efetiva do vereador em homicídio cometido há cerca de dois meses em Arraial. 

O vereador de Arraial do Cabo Thiago Félix dos Santos, o Thiago Fantinha (PSC), que foi preso ontem por policiais da 132ª DP, será transferido ainda hoje para uma casa de custódia em Benfica, de onde deve ser conduzido a um presídio da capital, segundo o delegado da 132ª DP, Renato Mariano. A prisão temporária do vereador é válida por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

Em contato com a reportagem da Folha, o delegado confirmou que o pedido de prisão temporária do vereador foi emitido devido à participação efetiva de Thiago no homicídio de um pescador conhecido como ‘William Louco’, no dia 15 de setembro, na Marina da Praia dos Anjos, apurada através da investigação da delegacia de Arraial.

– Através da investigação, inclusive com o depoimento de testemunhas visuais, apuramos que o fato foi praticado por duas pessoas em um veiculo preto, que estava sendo conduzido por Thiago. Ele chegou até o cais e outra pessoa de nome Arthur desceu do carro, efetuou os disparos contra a vítima pelas costas, com comprova o laudo cadavérico e, em seguida, voltou ao veículo. Foi então que eles fugiram. Em razão disso, eu tenho a participação efetiva dele – disse o delegado.

Segundo o delegado Renato, os dois envolvidos irão responder por homicídio qualificado com motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, isso porque os tiros foram dados pelas costas. O homem identificado como Arthur, que teria disparado contra o pescador, está foragido.

Além da prisão de Fantinha, a polícia também cumpre outros mandados de busca e apreensão, inclusive na residência e no gabinete do vereador, a fim de juntar mais provas que possam ajudar a esclarecer o crime.

O homicídio aconteceu na noite do dia 15 de setembro e, de acordo com o delegado, a linha de investigação trabalhada pela Polícia Civil até o momento aponta para uma discussão em um bar entre os envolvidos, horas antes do crime.

- Estamos trabalhando com a hipótese de uma discussão anterior entre eles em um bar enquanto assistiam a um jogo de futebol e, em razão dessa discussão, o crime teria sido praticado - afirmou Renato Mariano. 

Sobre a possível participação de outro vereador, Cleyton da Costa Barreto (PTB), que também havia sido chamado para depor sobre o caso em um primeiro momento, o delegado afirma que apesar de ter sido ele a pessoa que emprestou o carro utilizado no crime, Cleyton teria feito por outras razões e, por isso, a polícia ainda não teria elementos que o ligassem diretamente ao crime. 

– Na época do início das investigações circulou na imprensa que o vereador Cleyton estaria envolvido, mas ele foi ouvido apenas na qualidade de testemunha, e até o momento não tenho elementos que comprovem nenhum envolvimento dele no crime – finalizou.

A reportagem é do jornal Folha dos Lagos. 

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