PROCON Arraial realiza operação "Um olho no peixe e outro no bacalhau"



Agentes verificaram denúncias no Distrito de Monte Alto. Peixes salgados estavam sendo vendidos como bacalhau. 


Na tarde desta quarta-feira (28), os agentes do PROCON Arraial do Cabo, sob a supervisão do Superintendente Márcio Lisboa, realizaram a operação "Um olho no peixe e outro no bacalhau", com objetivo averiguar denúncias em um estabelecimento comercial em Monte Alto, 2º Distrito da cidade. No local, foram encontrados produtos sem especificações, bem como a venda de peixe salgado como bacalhau. Apesar das semelhanças entre os produtos, cada um possui preço e especificações diferentes. A atividade viola o Código de  Defesa do Consumidor no art. 37, caracterizando "Propaganda enganosa". 



Para que os consumidores possam identificar as diferenças entre peixe salgado e bacalhau, o PROCON Arraial do Cabo especifica que apenas duas espécies podem ser chamadas de bacalhau, sendo elas o Gadus morhua, chamado de bacalhau do Porto, que é o mais caro e considerado o de melhor qualidade, pois o lombo é grosso, mede de sete a oito centímetros, e por isso, tem mais carne. O outro trata-se do Gadus macrocephalus, conhecido como Portinho ou Imperial, o lombo é mais fino, de cinco a seis centímetros, e tem coloração mais amarela. 

Já o Saithe, Ling e Zarbo, são considerados peixes secos, autorizado sua comercialização como peixe. Suas principais características são: Saithe, é um tipo mais escuro e de sabor mais forte, o Ling, é bem claro e mais estreito que os demais e o Zarbo é um peixe pequeno e claro.

Lavar e ressalgar o bacalhau é uma prática proibida porque mascara o real estado de conservação. Se o consumidor encontrar sal fino ou manchas escuras ou avermelhadas, houve alteração. Qualquer dúvida basta acionar  o PROCON de Arraial do Cabo, que se coloca a disposição para esclarecimento através do telefone (22) 2622 – 1417 ou em sua sede, situada na Praça da Independência, nº 03, Edifício Work Center, 2º andar, salas 14 e 15.

Um funcionário da empresa em questão, entrou em contato com o Portal Lagos Notícias e informou que "na verdade a irregularidade não foi por culpa do mercado e sim por causa da empresa que forneceu o suposto bacalhau , pois na nota fiscal está relatado como bacalhau saith".

O mesmo funcionário enviou uma nota fiscal do produto, onde indica que foi comprado pela empresa como bacalhau, isentando o estabelecimento comercial sobre a irregularidade, colocando o fornecedor como irregular. Acompanhe: 





Fotos: divulgação PROCON. 



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