Fernando Henrique Esteves foi o nono colocado para motorista. 

Fernando (ao centro, de branco) cobrou convocação no concurso público

Reportagem da Folha dos Lagos. 

Depois de passar 24 horas ‘morando’ em frente à Prefeitura de Arraial, o motorista Fernando Henrique Rodrigues Esteves vai conseguir o queria: uma vaga para trabalhar no município. Nono colocado no último concurso (apenas os quatro primeiros já foram chamados), Fernando fez uma vigília de segunda para terça para cobrar a convocação e teve do prefeito Renatinho Vianna (PRB), que o recebeu ontem, a promessa de que teria a situação resolvida.

A princípio, isso será feito por meio de um contrato temporário de três meses, uma vez que o município ainda estuda quando fará novas contratações, por causa da crise financeira. A solução está prevista em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a Prefeitura e o Ministério Público, que permite a contratação apenas de quem foi aprovado no processo seletivo. Desempregado há mais de um ano, desde que foi demitido de uma loja, Fernando festeja o desfecho e não vê a hora de começar a trabalhar, afinal as dívidas se multiplicaram.

– Botei mais de 100 currículos na praça, mas não fui chamado. A passagem é muito cara e quando veem que eu moro em Iguaba, não querem contratar. Estava passando por uma dificuldade muito grande. O mercado de um amigo é que abastecia minha casa. Tive luz e a água cortada e precisei sair de casa. Minha mulher não pode trabalhar por ter síndrome do pânico. Esse meu amigo, que é um anjo nas nossas vidas, é quem tem segurado as nossas despesas – relata o motorista.

Após passar frio na madrugada cabista, Fernando ainda teve que perambular pelo setor de Recursos Humanos e pelas secretarias de Administração e Saúde, sem, no entanto, resultados efetivos. O alívio só veio após o encontro com o prefeito, no Porto do Forno. Renatinho confirmou que buscará o meio legal de ajudar Fernando.

– Tudo em relação ao concurso nós fazemos de acordo com a orientação do MP e da Procuradoria. Sabemos que existem irregularidades, mas é mais uma herança negativa que recebemos. O candidato veio falar comigo, nós o recebemos e ele, muito educado, conversou com a gente. O secretário de Administração vai recebê-lo e vamos buscar os meios legais de resolver a situação dele e, na medida do possível, vamos atendendo, mediante a lei, aos concursados – comentou o prefeito.

Após 90 dias de contrato temporário, Fernando terá que ser convocado pelo concurso. Caso fosse convocado de imediato, ficaria pelo menos mais dois meses desempregado: um por conta dos exames médicos e outro para a tomada de posse. Enquanto isso, pelo menos, não passará outras noites tendo a calçada como cama.

– Nosso amigo disse que eu, minha mulher e meus filhos podemos ficar na casa dele até a situação se ajeitar – disse

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  1. Ainda tenho fé que serei convocada para o cargo o qual fui aprovada, mesmo demorando eu espero. Deus no controle!

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