Outras 19 pessoas também foram condenadas. 

Decisão foi divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Tribunal de Justiça do Rio. Grupo responde por tráfico, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma.

Carlos Eduardo Rocha Freire Barboza, o Cadu Playboy, foi condenado nesta sexta-feira (10) a 57 anos, oito meses e seis dias de prisão pelo juiz Márcio da Costa Dantas da 2ª Vara de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio. Decisão em primeira instância cabe recurso.

Ele é apontado pelos promotores do Ministério Público como o chefe de uma quadrilha que atuava na Região dos Lagos e que responde por dois crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e duas posses ilegais de armas de fogo. Cadu Playboy cumprirá a pena inicialmente em regime fechado. Além dele, outras 19 pessoas da quadrilha foram condenadas.

Das 26 pessoas do grupo que foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cinco tiveram o processo desmembrado e apenas uma foi absolvida, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz acolheu a maior parte dos argumentos e provas apresentadas pelo Ministério Público.

A prisão de Cadu Playboy


Cadu foi preso em novembro de 2014, apontado como chefe do tráfico em Cabo Frio. O seu pai, Francisco Eduardo Freire Barbosa, conhecido como "Chico da Ecatur", foi preso em janeiro de 2015, época em que era presidente da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo (Ecatur), autarquia responsável pelo serviço de limpeza pública em Arraial do Cabo. Em 22 de junho de 2016, Cadu Playboy foi transferido para um presídio federal de segurança máxima no Paraná.



De acordo com a denúncia que deu origem à operação Dominação I, Chico participou do esquema de lavagem de dinheiro emprestando seu nome para ocultar a origem criminosa do patrimônio obtido pela organização. Ele também é acusado de desviar dinheiro da Ecatur. Chico foi preso na casa dele, em Cabo Frio, onde foram apreendidos R$ 31 mil. Outros R$ 15 mil foram localizados dentro de um veículo dele. Outras 20 pessoas foram presas por envolvimento com a quadrilha.

Durante a operação, quatro veículos, R$ 75 mil e 50 caixas de cápsulas para endolação de drogas foram apreendidas. De acordo com a denúncia, o bando atuava no comércio de drogas em pontos de venda implantados e mantidos em localidades da Região dos Lagos. Playboy também adquiria e recebia de fornecedores e associados, armas de fogo e munições de diversos calibres, distribuídos ao resto da quadrilha.
Crimes eleitorais

Ainda segundo a denúncia, a quadrilha também praticou crimes eleitorais no primeiro turno das eleições de outubro de 2014. Cadu Playboy teria aliciado moradores da Região dos Lagos para participarem da compra de votos e boca de urna em favor de candidatos a deputado estadual e federal. O grupo chegou a praticar atos de violência para afastar cabos eleitorais adversários. O objetivo era lançar a candidatura de pessoas ligadas à quadrilha nas eleições de 2016.

Operação Dominação II

Outras dez pessoas foram presas em dezembro de 2015 em uma operação que identificou que Chico desviava dinheiro da Prefeitura de Arraial do Cabo. Foram feitas buscas em Cabo Frio e em casas, empresas e na Prefeitura. A justiça autorizou o sequestro de bens do grupo, no valor de R$ 20 milhões. Casas, apartamentos e terrenos, como um deles de frente para o mar na Praia dos Anjos, em Arraial do Cabo.

A mulher de Chico da Ecatur e pelo menos quatro políticos envolvidos no esquema foram presos na ação: Sérgio Evaristo, subsecretário de Serviços Públicos, Cláudio Sérgio de Mello, subsecretário de Governo, Agnaldo Silvio Luiz, atual presidente da Ecatur, e o tesoureiro Pierre Cardoso. E ainda Arivaldo Cavalcanti Filho, Camila Vignoli e o empresário Peter Maciokas.
Tranferidos em 2016

Carlos Eduardo Rocha Freire Barboza, o Cadu Playboy, e seu pai, Francisco Eduardo Freire Barboza, o Chico da Ecatur, foram transferidos para presídios federais de segurança máxima fora do Rio no dia 22 de junho de 2016. Carlos Eduardo foi transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná; e seu pai, para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Fonte: g1. 


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